Entrevista de Tini para La Prensa



"Quero saber para que vim a este mundo" - Tini



O filme se chama "Tini Depois de Violetta". Quanto há de Martina e quanto há de Violetta no filme?

Com Violetta tivemos uma vida laboral muito parecida. Na série, ela foi ficando famosa aos poucos e eu também. De repente me fizeram conhecer aqui e lá, nós duas fizemos turnês pelo mundo todo... O filme começa quando Violetta chega de uma turnê. A única coisa que quer fazer é descansar e estar com sua família, mas o diretor lhe diz que tem que gravar um disco.

Violetta não entende em que mundo está. Sente que sempre estão a controlando. E a partir dessa conversa e depois que acontecem coisas horríveis com a imprensa e exposição, ela pensa: "Eu não era essa. Eu fazia isso porque isso me fazia feliz e agora já não estou aproveitando. Algo está errado". Ela precisa se encontrar. Fazer uma mudança. Decide deixar tudo e ir para a Itália.

É parecido com o que te aconteceu no final de 2015: terminou uma turnê e logo depois começou a gravar um disco.

Por isso puderam nos juntar na mesma história. O mesmo também acontece com minhas amigas que estão terminando o colégio e não sabem o que estudar. São as típicas perguntas que um adolescente faz. Eu também estou me encontrando e quero saber para que vim a esse mundo. Durante cinco estive "fazendo a" e agora vou ser eu.

O filme te ajudou a se despedir de Violetta?

Sim, óbvio! Foi um encerramento perfeito. Disney teve uma enorme confiança em mim para juntar as duas em um mesmo projeto. Nesse filme Violetta termina como Tini.

Quem foi o seu porto seguro nesses anos?

Minhas amigas foram essenciais nesse processo. Eu e Mechi (Mercedes Lambre) ficamos amigas íntimas. Foi algo de irmandade. Minha família também foi essencial. Sem eles não sei o que teria acontecido, o que teria sido a minha vida. Não sei se teria conseguido.

O que você faz quando precisa parar um pouco?

O que alguém faz no final de semana quando termina de trabalhar? Come um churrasco com sua família, vê seus amigos, sai à noite, vai ao cinema... O que faz uma garota normal. Eu sou normal.

Te interessa se centralizar na música ou continuar no cinema?

As duas coisas. Não quero deixar de lado a atuação, mas é de pouco em pouco que vou crescendo como atriz e cantora. Também gostaria de produzir ou dirigir, escrever...

Com as turnês de Violetta, você deu a volta ao mundo sendo muito jovem. O que significou essa experiência?

Com o elenco aconteceu que as vezes só ficávamos um dia em um lugar e já nos íamos a outro. Víamos as coisas pela janela, não tínhamos tanto tempo para passear. Mas ter viajado tanto me permitiu trabalhar com gente de lugares diferentes, e conhecer diferentes tipos de pensamento, abre sua mente.

Seu sucesso te fez ser uma espécie de embaixadora da Argentina. O que você trata de transmitir?

Quando as pessoas me conhecem em outros países, não conseguem acreditar como sou (no bom sentido). Nós argentinos somos muito diferentes do resto do mundo. Eu, por exemplo, não vejo minha melhor amiga por um tempo e quando a vejo fico dez segundos a abraçando, 84 horas falando... É algo muito lindo. Nós temos muito afeto. Crescemos assim.
Acredito que o que passou com as pessoas da França, da Itália, Polônia ou de Alemanha, é que viram alguém diferente deles. Estou orgulhosa de ser argentina. Gosto do meu país, amo as pessoas daqui. As pessoas que mais amo no mundo, minhas amigas e minha família, estão na Argentina.

Tradução por: Team Tini Brasil

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